Com a missão de realizar um evento sustentável, o 8º Fórum Mundial da Água irá compensar, voluntariamente, toda a emissão de carbono realizada nos sete dias de evento. Mudas e sementes do cerrado serão plantadas em áreas degradadas do Distrito Federal para neutralizar o impacto de gases de efeito estufa (GEE) produzidos no encontro.  

Uma empresa de Brasília, a EPM Consultoria, vai acompanhar todo o evento e coletar dados para produzir um inventário de emissões de carbono que servirá de base para a compensação ambiental após o evento. O documento vai identificar todas as emissões do ciclo de consumo e desempenho que ocorre no evento, como a quantidade de resíduos sólidos gerada, água consumida, esgoto e veículos utilizados no transporte.

Isso significa que todo o carbono que for liberado para a atmosfera durante o Fórum será quantificado para, em uma segunda ação, ter seu impacto neutralizado por meio de recuperação de áreas desmatadas ou degradadas.

“Utilizamos em nossas ações uma tecnologia pioneira e inovadora chamada muvuca, que mistura sementes florestais do cerrado para o plantio de todos os extratos existentes no ecossistema, como gramíneas, arbustos e as próprias árvores, em vez de apenas mudas”, informa Kallel Kopp, engenheiro florestal e gerente do projeto.

A previsão é que o plantio das mudas seja realizado no fim do ano, após o período de chuvas, o que é importante para saber a taxa de germinação e o melhor desenvolvimento das sementes.

Entre os grandes parceiros engajados da EPM Consultoria para alcançar resultados efetivos no processo de neutralização estão a Agência Reguladora de Águas Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), a Agência Nacional de Águas (ANA), o Instituto Chico Mendes, WWF e a Rede de Sementes do Cerrado.