A Virada do Cerrado terminou nesse domingo (3), mas os reflexos desse grande encontro que reuniu a comunidade candanga pretendem fazer parte da cultura de Brasília em relação ao uso sustentável do meio ambiente. É o caso do projeto Como Pode um Peixe Vivo, lançado no sábado (2), no Parque Ecológico e Vivencial do Riacho Fundo I, região administrativa do Distrito Federal (DF).

Por meio da iniciativa, organizações sociais produzirão documentários mostrando a situação das bacias hidrográficas do DF. O resultado será exibido no 8º Fórum Mundial da Água, que acontece entre os dias 18 e 23 de março de 2018, em Brasília. O evento, que pela primeira vez ocorre em um país do Hemisfério Sul, estima reunir cerca de 40 mil pessoas de mais de 100 países.

Em entrevista à Agência Brasília, o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, afirmou, durante o lançamento, que o projeto deve servir de exemplo para outras comunidades. “Tenho certeza de que o resto do mundo vai ver no Fórum Mundial da Água um exemplo de como a mobilização social e a conscientização podem transformar nossa cidade em um lugar melhor”, disse.

O projeto do governo de Brasília vai reunir 25 entidades no intuito de recuperar rios, riachos, ribeirões e córregos das bacias hidrográficas do DF. As propostas incluem ações de pesquisa, fiscalização e replantio de mudas nas margens dos afluentes do Lago Paranoá. O objetivo é recuperar áreas degradadas, acabar com pontos de esgoto clandestino e com casos de poluição das águas. As ações do projeto poderão ser acompanhadas pela fanpage no Facebook.

Debate qualificado
No domingo (3), o Processo Fórum Cidadão foi pauta da mesa redonda "Quede Água", durante a Virada do Cerrado, que reuniu representantes do governo, artistas, jornalistas, organizações e sociedade civil. Durante o encontro, o representante do Processo Fórum Cidadão, Ricardo Burg, deu detalhes das sessões que serão realizadas no âmbito do Fórum Cidadão, e também dos espaços que terão ampla participação da sociedade civil: o HydroCafé e a Vila Cidadã. Ele explicou, ainda, os objetivos e o funcionamento dos demais processos do Fórum: Regional, Político e Temático. Ao final, convidou o público para uma reflexão acerca da participação popular da gestão sustentável da água.  

O secretário de Meio Ambiente do DF, André Lima, apontou os desafios do governo distrital, entre eles a necessidade de se criar uma nova cultura em relação ao uso da água. Ele reforçou a importância de uma gestão de águas que abranja as sete dimensões da sustentabilidade: ética, cultural, social, econômica, política, estética e ambiental. O deputado Chico Leite reforçou a importância dos movimentos de convergência, com múltiplos atores, para superar os desafios atuais de gestão de águas na capital federal. 

Já a atriz Cassia Kiss ressaltou que existem soluções sustentáveis coerentes, mas que é preciso fortalecê-las. Ela destacou o modelo de produção Agroflorestal como um caminho coerente e saudável de produção de alimentos e de água. O jornalista Guilherme Portanova destacou a atuação de países que enfrentam a escassez de água e que apostam em outros modelos de produção, possibilitando o abastecimento e os usos racionais de água.

A senadora Marina Silva chamou atenção para a importância da troca de experiências como oportunidade de encontrar soluções, apontando a necessidade de atuar com base em novos valores, nos quais se incluem a participação da sociedade. 

Sobre a Virada
“Cuidando das Águas” foi o tema da Virada do Cerrado 2017, realizada entre os dias 1º e 3 de setembro, em 28 pontos do DF. O objetivo foi mobilizar a população e o governo local para superar o desafio da crise hídrica. No evento, foram criadas soluções e compartilhadas boas práticas capazes de garantir a disponibilidade hídrica e o consumo consciente.

A Virada é um programa colaborativo que promove ações continuadas de capacitação e sensibilização sobre o meio ambiente. Durante os três dias, foram realizadas ações socioambientais, educativas, esportivas e culturais, integrando todo o DF em prol da sustentabilidade. A atividade é promovida todos os anos, sempre no início de setembro, em referência ao Dia do Cerrado, comemorado no dia 11.


*Com informações da Agência Brasília e do Correio Braziliense.
*Este conteúdo pode ser copiado, compartilhado, editado, adaptado e redistribuído em qualquer meio ou formato sem finalidade comercial, desde que citada a fonte: "Assessoria de comunicação do 8º Fórum Mundial da Água".

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