Representantes de instituições de recursos hídricos do Caribe se reuniram para propor uma agenda de ações com objetivo de melhorar a gestão da água no âmbito da Cooperação Sul-Sul, que ocorre entre países em desenvolvimento. O encontro foi realizado em Santo Domingo, na República Dominicana, em 6 e 7 de novembro. Os debates também tiveram como propósito fortalecer a participação dessas nações no 8º Fórum Mundial da Água, que será realizado em Brasília, entre 18 e 23 de março de 2018.

Construir uma estrutura de gestão das águas que inclua práticas inovadoras de governança entre as autoridades responsáveis, diferentes níveis de governo e atores envolvidos foi avaliado como o primeiro dos cinco temas prioritários para compor a minuta da Agenda para o Desenvolvimento da Gestão de Águas, que deverá ser implementada nos países do Caribe.

O documento preliminar também apontou para a necessidade de desenvolver a capacidade de resiliência frente às mudanças climáticas nos setores de águas e saneamento; criar um fundo acessível e sustentável para apoiar o desenvolvimento da gestão integrada de recursos hídricos; reduzir impactos de águas residuais nos ambientes marinhos e costeiros; e fortalecer mecanismos de gestão de águas entre o Haiti e a República Dominicana.

A minuta da Agenda ainda receberá contribuições de instituições hídricas e de relações exteriores dos países caribenhos. A ideia é que o documento concluído seja apresentado no 8º Fórum Mundial da Água na programação dos painéis de alto nível, que contarão com a presença de autoridades e especialistas mundiais ligados à temática hídrica.

Segundo Luiz Amore, assessor internacional da Agência Nacional de Águas (ANA), os debates foram positivos para os países. “Consultores especializados em processos participativos e os representantes dos países realizaram discussões com bastante profundidade técnica envolvendo a região do Caribe”, destacou.

Além do Brasil, também estiveram presentes representantes de Barbados, Granada, Haiti, Jamaica, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas e República Dominicana.

América Central
Após a reunião do Caribe, foi a vez da América Central se reunir para encontrar soluções para enfrentamento dos problemas relacionados com a gestão de recursos hídricos pela Cooperação Sul-Sul. O encontro aconteceu entre 9 e 10 de novembro, também em Santo Domingo, na República Dominicana. Os resultados dos debates serão levados ao 8º Fórum Mundial da Água, dentro dos painéis de alto nível.

A Agenda para o Desenvolvimento da Gestão de Águas da América Central enfatizou aspectos sociais da gestão hídrica. Fortalecer as capacidades mediante a gestão do conhecimento para a gestão integrada dos recursos hídricos foi definida como ação prioritária da região. Outros dois temas também receberam atenção: fortalecer a governança e os marcos legais para a gestão integrada da água e desenvolver e implementar mecanismos de financiamento que atendam ao uso e proteção hídrica.

Participaram do encontro representantes da Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Nicarágua, México, República Dominicana e Brasil.

As reuniões do Caribe e da América Central contaram com o apoio do Governo Federal, por meio da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Ministério das Relações Exteriores, e da República Dominicana, representada pelo Ministério de Economia, Planejamento e Desenvolvimento.

Cooperação Sul-Sul
A Cooperação Sul-Sul é uma cooperação técnica internacional realizada entre países em desenvolvimento. Sem fins lucrativos e desvinculada de interesses comerciais, a iniciativa compartilha êxitos e melhores práticas em diferentes áreas pelos países parceiros. Os projetos de cooperação técnica têm se mostrado eficientes promotores do desenvolvimento social.

O Brasil mantém relações de cooperação técnica com a América Latina, Caribe e África, com atuações pontuais na Ásia (Timor-Leste, Afeganistão e Uzbequistão), Oriente Médio (Líbano e Territórios Palestinos) e Oceania. A cooperação técnica Sul-Sul bilateral do país está concentrada nas áreas de agricultura (incluindo produção agrícola e segurança alimentar), formação profissional, educação, justiça, esporte, saúde, meio ambiente, tecnologia da informação, prevenção de acidente de trabalho, desenvolvimento urbano, biocombustível, transporte aéreo e turismo. Outras áreas como cultura, comércio exterior e direitos humanos também estão contempladas em projetos e atividades.

 

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